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Banco Mundial lança campanha: “Homem de verdade não bate em mulher”

Ator Cauã Reymond participa de campanha pelo fim da violência contra a mulher.

Campanha do Banco Mundial conta com participação de personalidades brasileiras, incluindo atores e esportistas. Internautas podem aderir usando redes sociais

 

Atores e esportistas brasileiros participam da campanha “Homem de verdade não bate em mulher”, lançada pelo Banco Mundial.

Cauã Reymond, Gabriel Braga Nunes, Thiago Fragoso, Rodrigo Simas e os atletas Anderson Silva e Flávio Canto estão estre os dez integrantes da campanha. Além deles, Maria da Penha Maia Fernandes, que dá nome à lei brasileira que regula o tema, também participa da iniciativa.

O objetivo do Banco Mundial é acabar com o “estigma” de que a Lei Maria da Penha, promulgada em 2006, é uma legislação contra os homens, além de incentivar o debate e a conscientização sobre o tema. No Brasil, uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido violência dentro de casa, de acordo com o Mapa da Violência 2012 – Homicídios de Mulheres no Brasil. Em 80% dos casos, os agressores ocorrerem por parte de namorados e maridos.

“A igualdade entre os gêneros é fundamental para o desenvolvimento e a produtividade econômica. A questão também envolve meninos e homens. Os homens não perdem nada quando os direitos femininos são promovidos. Ao contrário, estudos indicam que relações equilibradas são boas para as mulheres, homens e famílias”, afirmou a Diretora do Banco Mundial para o Brasil, Deborah Wetzel.

Quem quiser pode participar da campanha por meio das redes sociais. Basta tirar uma foto segurando o cartaz com a mensagem “Homem de verdade não bate em mulher” e postar no Instagram, Facebook ou Twitter mencionando @worldbanklac e a hashtag #souhomemdeverdade.

 

Assista ao video campanha.

 

Desde 2008, a ONU vem trabalhando em campanhas do gênero. A UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres é um exemplo. Segundo o  Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, a UNA-SE convoca os governos, a sociedade civil, as organizações de mulheres, os jovens, o setor privado, a mídia e todo o sistema da ONU para unir forças para erradicar o fenômeno global da violência.

Até 2015, a UNA-SE pretende atingir os cinco objetivos em todos os países:

  • Adotar e fazer cumprir leis nacionais para combater e punir todas as formas de violência contra mulheres e meninas.
  • Adotar e implementar planos de ação nacionais multissetoriais.
  • Fortalecer a coleta de dados sobre a propagação da violência contra mulheres e meninas.
  • Aumentar a consciência pública e a mobilização social.
  • Erradicar a violência sexual em conflitos